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Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Acesse o novo site da Imprensa de Zine no
www.imprensadezine.wordpress.com!
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Sábado, Novembro 08, 2008
Relatório de reuniãoAta de reunião do Fórum Permanente Mato-Grossense de Cultura extra oficialDia 05/11/2008 – Clube FemininoPablo Capilé abre a mesa fazendo uma apresentação e contextualização do processo de eleição, do cadastramento, enfatizando a importância deste. Afirma que ao todo foram 1128 pessoas cadastradas. Pablo finaliza o seu discurso utilizando a frase “Você escolhe o que planta, mas a colheita é OBRIGATÓRIA” e encaminha para as pautas.A primeira pauta é sobre o método que se utilizará para a escolha da comissão eleitoral. Pablo propõe o estilo chapa única de 05 pessoas e abre para plenária discutir e propôr. Da plenária, surge a proposta de serem 05 integrantes, cada uma de um segmento e a proposta de ser 05 pessoas com o voto individual ao invés da chapa. *É consensual que a comissão eleitoral deverá ter um representante por segmento.* A proposta 02 foi aprovada.A segunda pauta prevê o método para a composição dos delegados. Pablo novamente sugere a formação de chapa única com 54 integrantes (número que compete às vagas de Cuiabá) e abre para a plenária.Márcio propõe chapa híbrida com 18 candidatos Abre-se para a plenária votar, a proposta 1 - do Pablo, ganha por contraste.É levantada a questão da sistematização da votação e do horário para sábado.Zilda propõe que seja das 8h às 10h a eleição da comissão eleitoral e a partir daí até as 19h votação para a eleição de delegados.Kelson propõe que o horário seja das 13h às 19h, sendo das 13h às 14h eleição da comissão eleitoral e habilitação das chapas e depois a eleição dos delegados.A proposta do Kelson é aceita.Pablo relembra os documentos necessários para apresentar na hora da votação. Há discussão em torno dessa pauta. Pablo afirma que isso já era algo deliberado na ultima reunião do fórum, mas como a plenária é soberana, pede para alguém da plenária se posicionar propondo a alteração dos documentos necessários a serem apresentados no dia, alegando que dessa forma evitaria fatos como publicações levianas sobre o Fórum em jornais.Zilda então propõe que se exija apenas a apresentação de um documento com foto e a plenária concorda.Danilo fala sobre o coletivo de bandas e fanfarras que está se organizando e também faz parte do fórum.Domingas espera paz na eleição;Pablo questiona se há mais alguma pauta a ser discutida, a plenária se cala. Então ele se despede falando que conta com a colaboração de cada um em prol do objetivo de estarem ali, que é a potencialização da Cultura de MT. Relatora extra-oficial: Giulia Medeiros
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Quinta-feira, Agosto 21, 2008
ATA DA SEGUNDA REUNIÃO DE PRODUÇÃO - FESTIVAL SIRIRI E CURURU 2008
Local: MISC
*Mário inicia fazendo a Apresentação do Projeto
*Moisés Martins ressalta a falta de memória cuiabana, e sugere um registro em livro
*Mário coloca que, em parte, o catálogo suprirá isso. O catálogo tem 40 páginas e seu conteúdo estará dentro do site.
*Rai Reis foi contratado para fazer as fotos do Festival, e entregará ao final o total de 1,500 fotos. O Fotógrafo da Comunicação (Paulo Kyd) registrará o making off da produção, e os entornos do Festival, concentração, backstage, galera trampando, etc. Não terá como função específica registrar os grupos no palco.
*Já tem uma arquibancada montada, de 70 metros com 13 degraus (ano passado tinha 7 degraus). Hoje estão montando as outras arquibancadas e a área vip, com capacidade para 240 pessoas.*Este ano o Festival atrairá as classes A e B. O Banco Real está fazendo a divulgação do evento a nivel nacional.
*No dia da abertura terá 250 colunistas sociais.
*O palco não será como no ano passado (que está no layout em anexo), serão este ano 2 praticáveis, nas laterais do tablado de dança, um de cada lado. O tablado de dança mede 15x15 metros, e os praticáis do palco medem 7x5 metros cada.
*Quem está fazendo o som é o Toninho
*Terão PA's aéreos nas 6 torres de iluminação do tablado (que tbm terá microfones para captar o áudio dos grupos de dança). Os graves ficarão no pé das torres.
*Dia 26 o som estará montado. A abertura do Festival acontecerá no dia 28.
*A Programação dos grupos com horários está no Power Point em anexo. A Ana Cristina irá me passar ainda hoje uma planilha com os contatos de todos os grupos para repassar à Sonorização.
*Cibele Bussiki é a gestora artística do Festival*O Camarim terá capacidade para 3 a 4 grupos, com um vestiário masculino e um feminino.
*A entrada do evento será única (diferente do que está no layout em anexo), e será montado um portal de entrada.
*Depois que o público passar pelo portal entrará direto nas 6 tendas 10x10m montadas pelo Sebrae.
*A Praça de Alimentação é do Sebrae e será como no ano passado, com 250 mesas e 1,000 cadeiras.
*Joni e Terezinha cuidarão dos grupos no Backstage.
*Terá uma equipe de campanha do Wilson, sem adesivos, sem materiais gráficos, só no boca a boca.
*Julio, da Choperia Nosso Canto, trabalhará as bebidas. Terão 10 pontos de venda de bebidas na arena, incluindo área vip, e mais um ponto no backstage só com água.
*O Festival contará com 5 minutos de queima de fogos
*Já estão rolando os ensaios que são pautas para a nossa comunicação cobrir.
*Mário perguntou se Pablo havia feito os convites para a imprensa de fora, eu disse que sim. Ele disse pra atualizar isso com a Ana Cristina.
*Reforçou que Ana Cristina encontra-se sobrecarregada, e eu disse que a equipe de comunicação do Espaço Cubo estava já trabalhando, e que era a hora de dividir as funções. Alfa leu o Plano de Trabalho da Comunicação, e ressaltou que a equipe conta com 10 pessoas.
*O endereço do site será www.festivalcururusiriri.com.br
*Ahmad Solicitou os R$ 50,00 pra assinatura de streamming, e já ta liberado, só passar na secretaria e pegar com o financeiro.
*Ahmad Vai upar o VT do Festival no YouTube, canal do misc
*O MISC será o QG de produção do Festival, que abrigará os trabalhos de todas as equipes (imprensa, arte, etc), disponibilizando salas, computadores, internet e telefone, segundo Mário, fulltime e exclusivos pro Festival. Disponibilizei o Laboratório de Pesquisa pra eles.
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Segunda-feira, Julho 28, 2008
SEMANA CALANGO DE 5 A 10 DE AGOSTO
TERÇA-FEIRA (05/08)
* CONGRESSO FORA DO EIXO
Chegada de caravanas e credenciamento
09h às 16h
Misc - Museu de Imagem e Som de Cuiabá
PLASTICALANGO
Intervenções de grafite e stencil nos muros e ruas de Cuiabá
09h às 18h
Parque Cuiabá, Tijucal e Pedra 90
MODA NO CALANGO
Preparação do figurino das bandas locais para o Festival Calango
09h às 12h
Casa Fora do Eixo
CALANGO IN VIDEO
Cobertura de todas as ações realizadas pelo Calango
09h às 18h
Escolas da Rede Pública de Ensino: Oficinas de produção audiovisual e mostra de vídeos Locais
CALANGO EM CENA
Oficina de teatro para as bandas locais
14h às 18h
Casa fora do Eixo
COMUNICALANGO
Cobertura de todas as ações realizadas pelo Festival Calango
09h às 18h
Cufa - Central única das Favelas: Lançamento do MIC - Mídias Integradas Cuiabanas
LINGUA DE CALANGO
Visitas às bibliotecas da cidade com alunos da rede pública de ensino
09h às 18h
CALANGO IN VÍDEO
18 h as 19 h
Cine Cubo
MISC – Museu da Imagem e do Som
Entrada Franca
CALANGO INSTRUMENTAL
Shows: César Izidoro(MT) | Israel Silva (PE) | Mauro Sérgio (MA)| Miquéas Santana (SP)
19 às 21h
Sesc Arsenal
Entrada Franca
CONGRESSO FORA DO EIXO
Solenidade de abertura
21h15 às 22h15
Sesc Arsenal
POCKET SHOWS
Shows: Linha Dura (MT) | Macaco Bong (MT) | Maldita (RJ)
23h
Misc - Museu de Imagem e som de Cuiabá
Entrada Franca
QUARTA (06/08)
CONGRESSO DO CIRCUITO FORA DO EIXO
09h às 12h
Misc – Museu da Imagem e som de Cuiabá
Sala 1 - Distribuição (Selos e distribuidoras)
Sala 2 - Economia Solidária (Moedas Complementares)
Sala 3 - Comunicação (Mídias Independentes)
Sala 4 - Circulação e intercâmbio Cultural (festivais, casas de shows, feiras)
Sala 5 - Agência de bandas (Produção e sustentabilidade artística)
PLASTICALANGO
Intervenções de grafitte e stencil nos muros e ruas de Cuiabá
09h às 18h
CPA e Jardim Vitória
MODA NO CALANGO
eunião e credenciamento dos expositores locais
09h às 12h
Casa Fora do Eixo
CALANGO IN VIDEO
Escolas da Rede Pública de Ensino: Oficinas de produção audiovisual e mostra de vídeos locais
Cobertura de todas as ações realizadas pelo Calango
09h às 18h
12h às 13h
Cine Cubo – Museu da Imagem e do Som
Entrada gratuita
CALANGO ENCENA
Preparação das intervenções no Festival Calango
14h às 18h
Casa fora do Eixo
CALANGO NA MESA
13h às 18 h
Entrada Franca
13h30 as 15h00 – O Poder Público no Fomento a Cultura
Local: Palácio da Instrução
Daniel Zen - Secretário Estadual de Cultura do Acre
Mario Olimpio Medeiros - Secretário Municipal de Cultura de Cuiabá
Paulo Pitaluga – Secretario Estadual de Cultura de Mato Grosso
15h30 às 17h – Debate Moda no Calango: Subvertendo a moda da soja
Local: Misc – Museu de Imagem e som de Cuiabá
Bárbara Rosa – Padam
Amauri Lobo – Instituto Creatio
15h30 as 17h00 – Debate Musicalango: Movimentos Associativos
Local: Palácio da Instrução
Talles Lopes – Fora do Eixo
Anderson Foca – Nordeste Independente
Vinicius Lemos – Independência ou Norte
Rafael Bandeira – Casas Associadas
Claudão Pila - Abrafin
17h15 às 18h15 - Debate Comunicalango: O papel das Mídias independentes!
Local: Palácio da Instrução
André Pomba – Dynamite
Ricardo Rodrigues da Silva – UFscar | Independência ou Marte
Marielle Ramires – Portal Fora do Eixo | Espaço Cubo
17h15 às 18h15 – Debate Plasticalango: Para Além das Onças e dos Cajus
Local: Misc – Museu da Imagem e do Som de Cuiabá
Edson Charles – Dois Loco Tattoo
Pack Noleh - CUFA
REUNIÃO DAS CASAS ASSOCIADAS
19h às 23h
Palácio da Instrução
Somente para associados
CALANGO INSTRUMENTAL
Shows: Glauber Feijão (MT) | Sandro Soul (MT)|Paulo de Oliveira (RN) |Ney Neto (SP)
19h às 21h
Sesc Arsenal
Entrada Franca
POCKET SHOWS
Atrações: Maitri (MT) e Astronauta Pingüim (SP)
Discotecagem: Dagoberto Donato
22 h
Misc- Museu de Imagem e Som de Cuiabá
Entrada Franca
QUINTA-FEIRA (07/08)
CONGRESSO DO CIRCUITO FORA DO EIXO
09 às 12h
Misc – Museu da Imagem e som de Cuiabá
Sala 1 - Distribuição (Selos e distribuidoras)
Sala 2 - Economia Solidária (Moedas Complementares)
Sala 3 - Comunicação (Mídias Independentes)
Sala 4 - Circulação e intercambio Cultural (Festivais, casas de shows, feiras)
Sala 5 - Agência de bandas (Produção e sustentabilidade artística)
CALANGO IN VIDEO
Oficinas de produção audiovisual e mostra de vídeos locais
Cobertura de todas as ações realizadas pelo Calango
14h às 18h
Escolas da Rede Pública de Ensino
12h às 13h
Cine Cubo – MISC
Entrada Franca
PLASTICALANGO
Intervenções de grafitte e stencil nos muros e ruas
09h às 18h
Várzea Grande
CALANGO NA MESA
13h às 18 h
Entrada Franca
13h às 15h – Economia Solidária
Local: Palácio da Instrução
Paul Singer – Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária)
15h30 às 16h30 - Debate Musicalango: Novos modelos de distribuição e Circulação da Música!
Local: Palácio da Instrução
Dagoberto Donato – Tramavirtual
Eduardo Ramos- Slag Records
Bruno Ramos - Música e Mercado
15h30 às 16h30 - Debate Língua de Calango: Rede literária no Circuito Fora do Eixo
Local: Misc - Museu de Imagem e Som de Cuiabá
Ney Hugo Silva – Editora Cativa
Wander Antunes - Estação Leitura
17 às 18h – Debate Musicalango: Produção de Feiras e Festivais
Local: Palácio da Instrução
Jomardo Jomas – Mada (RN)
Aluizer Malab – Eletronika (MG)
Ivan Ferraro Filho – Feira da Música de Fortaleza (CE)
17 às 18h – Debate Calango em Cena: Curto Circuito, integração do Teatro Mato-Grossensse.
Local: Misc- Museu de Imagem e Som de Cuiabá
Jan Moura – COCCAR
Emanuel Araújo – Confraria dos atores
REUNIÃO DA ABRAFIN
19h às 23h
Palácio da Instrução
Somente para associados
CALANGO INSTRUMENTAL
Shows: Ricardinho do Recife (PE) | Ebinho Cardoso (MT) |Celso Pixinga (SP)
19h às 21h
Sesc Arsenal
Entrada Franca
POCKET SHOWS
Shows: Papier Tigre (FRA) | Manoel Izidoro Trio(MT) | Mentecapto (SP)
23h
Misc - Museu de Imagem e Som de Cuiabá
Entrada Franca
SEXTA-FEIRA (08/08)
REUNIÃO DA ABRAFIN
09h às 12h
Somente para associados
CONGRESSO DO CIRCUITO FORA DO EIXO
14h às 18h
Misc – Museu da Imagem e som de Cuiabá
Sala 1 - Distribuição (Selos e distribuidoras)
Sala 2 - Economia Solidária (Moedas Complementares)
Sala 3 - Comunicação (Mídias Independentes)
Sala 4 - Circulação e intercâmbio Cultural (festivais, casas de shows, feiras)
Sala 5 - Agência de bandas (Produção e sustentabilidade artística)
CALANGO IN VIDEO
Oficinas de produção audiovisual e mostra de vídeos locais
14h às 18h
Escolas da Rede Pública de Ensino
12h às 13h
Cine Cubo – MISC
Entrada Franca
ABERTURA DOS PORTÕES DA CIDADE DAS ARTES
18h
Centro de Eventos do Pantanal
SÁBADO (09/08)
CALANGO TOUR
Passeio para a Chapada dos Guimarães: cachoeiras, rapéu e demais pontos turísticos locais
08h às 18h
Para os Congressistas do Circuito Fora do Eixo
WORKSHOP – “COMO TURBINAR SUA BANDA”
Com Rodrhigo Lariú- Midsummer Madness | Festival Evidente | Abrafin
14h às 18h
Misc - Museu da Imagem e Som de Cuiabá
Para bandas e músicos em geral
CONGRESSO FORA DO EIXO
Reunião de coordenadores para sistematização de propostas
14h às 18h
Centro de Eventos Pantanal
ABERTURA DOS PORTÕES DA CIDADE DAS ARTES
18h
Centro de Eventos do Pantanal
DOMINGO (10/08)
CALANGO TOUR
Passeio para a Chapada dos Guimarães: Cachoeiras, rapéu e demais pontos turísticos locais
08h às 18h
Para os produtores, jornalistas e bandas convidadas para o Festival Calango 2008
CONGRESSO FORA DO EIXO
Plenário Final
14h às 17h
Palácio da Instrução
ABERTURA DOS PORTÕES DA CIDADE DAS ARTES
17h30
Centro de Eventos do Pantanal
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Domingo, Maio 25, 2008
GRIFO como um hábito cultural
Por Lenissa Lenza
Da Imprensa de Zine
A recente revista cultural lançada na última quarta-feira pelo Movimento Panamby (UFMT), abre um campo pouco explorado na cena alternativa de Cuiabá: o da literatura. Considerando que uma revista também é mais uma ferramenta da comunicação, a combinação dessas composições se torna essencial para o fomento, visibilidade e crescimento de uma cena autoral, ou experimental, como arriscam as borboletas do casulo.
O empreendimento se destaca por alguns motivos primordiais para garantir uma formação constante de novos quadros, como o fato de ser a primeira vez que o grupo produz e pensa uma revista, assim como sua vascularização. Além disso, a revista é uma estrutura sólida que constrói os espaços àqueles para os quais vale a pena ceder o ouvido. Estrutura portanto, com alto poder de maleabilidade humana, o que a torna, por assim dizer, um risco. Essa é a ousadia.
Escolher estar entre uma arquibancada dura e uma doçura submissa, pode nos trazer uma resposta sobre autonomia. E a revista GRIFO é mais um dos tantos empreendimentos culturais que se propõe a mostrar as decisões, produções e pensamentos de um grupo.No entanto, soar genérico nem sempre é “matar” a individualidade. Pelo contrário. Só se destaca uma atividade quando ela se encaixa num contexto peculiar. Ao menos para aqueles que detêm uma razão da qual, nos estimula a nos mostrar.A peculiaridade da revista Grifo não está na composição, diagramação, conteúdo, estética, propósito ou outro “item” qualquer, passível de desmembramento. Ela está no conjunto de todos esses itens dispostos de maneira honesta e principalmente, carregado de voz autoral desde a sua reflexão à prática, enquanto grupo. Um grupo individual, peculiar.
Nos meandros da revista, conteúdo que diz sobre muitas coisas, outro, sobre coisa nenhuma. E os espaços inventados para formatar qualquer idéia ali escrita, já mapeiam assuntos importantes e pertinentes a qualquer grupo cultural. Editorial, relatório, assuntos da cena independente, artigos e resumos científicos que só tem a contribuir com o universo da autonomia. Princípio básico para continuar a vida, ainda que esta, muitas vezes esteja submetida à morte e o que deveria ser tido como natural, é o golpe de misericórdia.
Busquei resenhar sobre esse mais novo empreendimento do Movimento Panamby, tentando trazer à tona as diversas reflexões que me foram possíveis, a partir do conteúdo lido. Entre conceitos jogados ou articulados sobre desconstrução, suicídio, alternativo, independente, contexto, vazio, engessamento, flexibilidade, princípio, romantismo, entre vários outros (são infinitas possibilidades), a revista Grifo é mais uma ação que me estimula a trabalhar dentro de um sistema uno que tem como princípio maior valorizar a criatividade e o desempenho humano. No meu caso, mais uma ferramenta integrada e entregada ao Cubo Card.
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Terça-feira, Março 11, 2008
carta aberta
Magnifico Reitor,
Vimos por meio deste informar que o Movimento Panamby e todos os seus parceiros estam suspendendo todas as atividades de produção e realização da semana do calouro 2008 pelos seguintes motivos:
a) pela ação reacionária, autoritária e constrangedora desta universidade em não ter em suas instâncias administrativas um diálogo aberto, claro e respeitoso com o movimento estudantil desta universidade;
b) por essa universidade se negar a discutir a extensão de forma séria e compromissada nos termos dos três pilares que compõem a universidade, se negando inclusive em oportunizar o direito do contraditório nas análises dos projetos de extensão apresentados;
c) pela ação corrupta e promíscua desta universidade em continuar aceitando professores como "laranjas" coordenadores de projetos/programas de extensão se negando a responsabilizar seus estudantes naquilo que a própria universidade oferece: o ensino;
d) por essa universidade continuar negando recursos a extensão, ofertando somente uma bolsa miserável numa quantidade insuficiente para o número de projetos apresentados;
e) por essa universidade exigir dos extensionista o abuso de seus próprios corpos em troca de recursos para realização de seus sonhos extencionistas condicionando quem realiza extensão na ufmt a uma troca eterna de favores, pesos e medidas;
f) por essa universidade não reconhecer os estudantes como componentes e articuladores do plano de gestão e manutenção desta universidade;
g) por não ter nas agendas de todos administradores desta universidade a possibilidade compartilhar suas escolhas, decisões e sonhos com os estudantes subestimando e claramente assediando - os como inferiores, incapazes e irresponsáveis;
h) por essa universidade não se comprometer em criar, manter e produzir fóruns abertos e acessíveis a estudantes e comunidade geral de debates e proposições para uma universidade melhor e justa;
i) por essa universidade não ser capaz de afirmar politicamente enquanto autônoma, de caráter e suficientemente pronta para alcançar e promover os desejos e sonhos de uma universidade melhor e para todos daqueles que as querem assim.
Informamos ainda que aguardaremos agenda com o senhor até amanhã (12/03) às 14 h, caso contrário proporemos ações de constrangimento público dos gestores desta universidade perante a sociedade mato grossense e nacional com atividades que evidenciam o despreparo e covardia das pessoas que continuam, num movimento retórico e histórico desrespeitando estudantes.
AISLLAN DIEGO DE ASSIS
Postado por: Espaço Cubo Digital - às 8:49 PM - Comments:
Terça-feira, Março 04, 2008
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Grito Rock na visão de Juanna Barbera
Robisson Sete, em show com o Juanna Barbera no Grito Cuiabá
Uma das bandas que se destacaram no Grito Rock Cuiabá foi a uberlandense Juanna Barbera, com seu misto de música, teatro e poesia. Mais interessante ainda na banda é o fato dos integrantes realizarem outras ações. Como Robisson Sete, escritor. A próxima edição da revista Em Cômodos virá com um texto de Robisson relatando como foi tocar no Grito e passar mais uma semana em Cuiabá conhecendo mais dos trabalhos do Espaço Cubo, da Volume, do Misc, entre outras coisas. A Em Cômodos é uma revista alternativa bacaníssima que circula lá em Uberlândia. Enquanto a revista não sai, tivemos acesso exclusivo ao texto de Robisson e disponibilizamos ele aqui. Vale a pena dar uma sacada nas impressões do Juanna sobre a nossa Hell City. Confira abaixo:
Bom, pra responder porque fomos convidados para o Grito Rock Cuiabá e como nós fomos pra Cuiabá preciso dizer um pouco sobre a trajetória da Juanna. A verdadeira Juanna Barbêra é realmente uma traficante internacional de obras de arte falsas, inclusive o roubo dos quadros do MASP vem sendo ventilado como mais uma de suas façanhas. Ao conhecê-la em um buteco de beira de estrada voltando de uma cachoeira, fomos arrebanhados e convidados a participar de seu bando, ganhamos novas identidades e a partir disso ficou claro que o nome da banda não poderia deixar de ser o nome de nossa contratante, seja vilã ou heroína.
Em maio deste ano, toda essa aventura faz dois anos, dois anos de Juanna porque antes de ser Juanna era Berlô Amarelo, e de Berlô já havia algum tempo. Então a integração e o contato dos membros já vem de 2 a 3 anos, e isso é um ponto pra nós fundamental, essa sinergia interna de idéias e intenções. Pois bem, em dezembro de 2006 a Juanna não foi convidada pra Jambolada por ser uma banda nova, com poucos meses e com razão precisar mostrar um pouco mais de trabalho e de consolidação sonora e repertório. Numa boa fomos pra casa e começamos a ensaiar mais, a buscar mais shows, a melhorar nossa divulgação na net, a criar parcerias com outras bandas e artistas não só da área musical, como da literatura, moda, artes visuais. Na esteira de toda a movimentação do rock independente, nós sacamos que além de tocar e nos divertirmos, a gente como banda de rock, tinha de trabalhar por nós mesmos. Daí 2007 foi o ano crucial pra nós, organizamos nossos shows, armamos coletâneas com outras bandas, compusemos pra caralho, gravamos uma demo ao vivo em estúdio e pusemos na roda, assistimos vários outros shows. Resultado disso foi a música “Van Jorge Grogh” se tornar trilha do vídeo institucional da Mostra PERPENDICULAR de Cinema, pintarem convites pra tocar no Sistema Ambulante de Rádio, no Arte na Praça, na Jambolada, no UDIRock Scene, para participar duma coletânea tributo à banda carioca dos anos 80, Black Future, onde regravamos a música “Eu quero tocar a Lapa” que está disponível no myspace. Por fim, pra coroar nossas correrias, em dezembro aprovamos no Fundo da Lei Municipal de Incentivo à Cultura o projeto de gravação do nosso primeiro disco. Pimba !!!
Hoje os produtores independentes buscam bandas que se posicionem enquanto artistas e ao mesmo tempo como articuladores da própria cena e que busquem uma carreira, e não apenas o sucesso momentâneo ou os estouros televisivos, mas sim que tenham criatividade e trabalho.
Por tudo isso, fomos convidados pra tocar em Hell City, que realmente é quente pra caralho. Ao chegarmos fomos bem recebidos pela organização; hotel bacana, alimentação, transporte. Quebradeira na primeira noite; sexta, pra destroçar um pouco a expectativa para o dia seguinte. Toda a preparação, as intenções, os medos, se dissolvem em 30 minutos em cima do palco. É quando tua vida faz algum sentido e o extraordinário toca teu queixo. Nos apresentamos num dos dias mais concorridos do Grito, que foi o sábado, e o público que vibrava, dava moshs e montava rodas de pogo com as bandas anteriores, de metal ou punkrock, sacudiu a bunda, dançou, sorriu, cantou e aplaudiu nosso show. Conhecemos bandas de diversos lugares do país, como São Paulo, Rio Branco, Campo Grande, Porto Alegre, Roraima, Tocantins e da própria Cuiabá, pudemos trocar contatos e traçar um comparativo entre as cenas e as experiências das bandas em suas terras natais.
Mas antes tivemos que viabilizar nossa ida, tocar pra levantar uma grana, pendurar a energia da República pra pagar depois, pedir grana emprestada pros amigos entre outros pulos. Não é fácil pra uma banda de 6 pessoas se deslocar pelo país, tanto que dois integrantes ficaram duros por lá e tiveram que ir pra estrada manguear carona em plena terça-feira de carnaval. Já imaginam que não conseguimos né? Voltamos pra Cuiabá e a organização muito prontamente ofereceu estadia e as passagens de volta pra Uberlândia, contando que ficássemos mais uma semana por lá, conhecendo o trabalho do Cubo e da Volume e participando duma Jam, que acabou não rolando, no Enterro dos Ossos.
Quando diziam pra nós, aqui em Uberlândia, sobre a cena de Hell City a gente imaginava o que era, mas estando lá podemos perceber que a organização dos caras é fantástica e tudo parte da vontade de se fazer e pôr a mão na massa e depois de planejamento. Hoje os coletivos cuiabanos tem uma sede com estúdios de ensaio e gravação, uma casa de shows, são os coordenadores do Museu MISC, uma espécie de Oficina Cultural de lá, e se preparam para tomarem conta da TV Educativa local, além de realizarem um trabalho jornalístico em tempo real cobrindo a cena, através do www.hellcity.blogger.com e da TV e Rádio web Fora do Eixo.
Esta é uma questão crucial nesse novo formato de mercado musical, a circulação e a divulgação. Aqui em Uberlândia existem algumas iniciativas nesse sentido como a coluna Novo Som, o programa Café com Cultura, o Escombro, o Garagem 80 dentre outros. Pensando nisso ano passado apresentamos à direção da Rádio UFU uma proposta de programa cobrindo a cena do rock independente, tanto local quanto nacional. Depois de uns meses, fechando os patrocínios, etapa mais suada do processo, conseguimos o apoio de pessoas que são parceiras e que percebem a importância a longo prazo desse trabalho que vemos realizando, que foram Christian Lima, Stéfani e Fernando Grecco, respectivamente o Colégio IneiCoc e o Electra Tatoo. Daí em diante o RadarRock! foi pro ar às 14horas dos sábados, e vem sendo muito ouvido, servindo de ferramenta pras bandas locais escoarem seus trabalhos e do público tomar conhecimento da nova produção nacional. Em janeiro firmamos uma parceria com a web rádio paulista Loaded e-zine, onde quinzenalmente eles fazem o quadro Drop Loaded, aplicando sempre duas bandas e trazendo informações sobre a cena. Dessa viagem ao Grito Rock Hell City surgiram novas parcerias, faremos nesse mesmo formato de Drops, quadros com o Coletivo Catraia de Rio Branco(AC) e com a webrádio Fora do Eixo de Cuiabá (MT) .
Todos na Juanna voltaram muito animados de Cuiabá e com fôlego para se dedicar à banda e ao trabalho da cena de Uberlândia. É fundamental o envolvimento de vários atores sociais nesse processo, primeiramente dos músicos e das bandas, depois do público, dos produtores, das casas de show, dos veículos de comunicação, dos jornalistas, dos poderes estatais, Prefeitura e Universidade Federal. Hoje realmente vemos uma movimentação sincera e engajada na construção dessa cena uberlandense, que vem tornando o GOMA como ponto de encontro e articulação. Bola pra frente !!!
A Juanna Barbêra esse ano tem muito trabalho pela frente. Nosso principal objetivo é gravar o disco, o que provavelmente faremos em Goiânia com o Gustavo Vasquez, baixista do MQN, que vem gravando várias bandas bacanas como Macaco Bong, Black Drawing Chalks, Attero e Violins. Temos convites para participar dum projeto envolvendo os 40 anos da Tropicália, que é uma referência pra nós, dentre várias e participar da trilha sonora de uma peça teatral montada por professores e alunos do Curso de Cênicas da UFU além de tocar em outros festivais independentes e aqui em Uberlândia.
Robisson Sete é vocalista da Juanna Barbêra, produtor do programa RadarRock! na Rádio 107,5 FM Universitária às 14hs dos sábados, membro do Conselho Municipal de Cultura na área de Literatura. É escritor e publica no blog www.hotelsete.blogspot.com, além de outros blogs, sites, fanzines, revistas e muros da cidade. Prepara para este ano o lançamento de seu primeiro livro “13 poemas ácidos no bolso da calça”.
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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
festival
Mulheres no comando do rock
Festival chega a sua sexta edição mostrando força e garantindo espaços para a diversidade de gênero no cenário da música independente nacional
Elas não querem espaços exclusivos para mulheres. Longe disso. O Festival de Rock Feminino prima pela integração, quer reunir homens e mulheres no mesmo palco, garantindo, contudo, espaços ao gênero feminino, tão pouco assíduo nos palcos do circuito da música independente nacional.
Fato é que a medida em que ganha notoriedade e passa ser pauta constante de fóruns, veículos de comunicação e outras instâncias sociais, a cena da música independente nacional começa a ser ocupada por mulheres em suas múltiplas funções, seja sob os holofotes, ou por trás dele.
No Brasil, o Festival de Rock Feminino é o principal case no que se refere essa movimentação, por isso o seu prestígio. Trata-se do único festival de São Paulo associado a ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), é membro ativo do movimento autodenominado Circuito Fora do Eixo, onde integra projetos como o Grito Rock – a versão do GR Rio Claro chegou esse ano à sua 2ª edição - o Compacto.REC, além de ser o maior dedicado ao tema em todo o país.
Em seus seis anos de realização, já fez circular mais de cinqüenta bandas integradas por mulheres. De lá pra cá o número de inscrições só subiu: de 04, registradas em seu primeiro ano, em 2003, saltou para 200 nesta sua sexta edição, o que representa um incremento de quase 5 mil % no número bandas interessadas em tocar no Rock Feminino.
Segundo Vivian Guilherme, produtora do coletivo homônimo realizador, o incremento se deve, principalmente, ao papel de estímulo que o RF exerce no aparecimento de novas bandas integradas por mulheres. "Quando fizemos as primeiras edições do festival, muitos grupos começaram a procurar meninas para compor a formação, e poder com isso participar do festival", relembra. "Foi onde começamos a atingir nossas metas. De qualquer maneira, muitas dessas bandas são covers. Não passam de dez, as que fazem som próprio. Por isso, temos fortalecido cada vez mais nossa proposta de investir só em trabalhos autorias".
A produtora explica ainda que a proposta é promover a integração dos gêneros, não propagar uma política excludente de homens. "As bandas tem que necessariamente ser ocupadas por mulheres, mas pode haver também membros masculinos. A idéia é estabelecer políticas afirmativas para o gênero, estimulando a vinda de novas protagonistas no cenário da música independente e garantindo espaços. Mas longe de querer estimular os 'clubes da luluzinha'", brinca.
Além da resposta positiva das bandas, o público também é um dos fatores que vem garantindo ao Festival de Rock Feminino, proporções cada vez maiores no mercado da música independente nacional. Desde 2003, o evento vem incrementando consideravelmente sua audiência. Em 2007, duas mil pessoas assistiram ao seu único dia de exibição, 1750 a mais que o número computado em sua primeira empreitada.
Por isso a mudança de local de realização. Da Estação Ferroviária de Rio Claro - onde vem sendo realizado desde os seus primórdios – o FRF 2008 acontecerá no Centro Hípico Sobradão, local com capacidade máxima de 8 mil pessoas. "A gente vem percebendo que o público vindo de cidades vizinhas tem crescido a cada ano. Há caravanas que vem de cidades como Piracicaba, Limeira, Ipeúna, e outras. E esse foi um dos fatores de estímulo para a escolha do Sobradão", explica.
Os recursos orçamentários também são termômetros de destaque. De 10 mil, necessários no ano de 2008, 50 mil é o custo total da produção paulista. Na cartela de patrocinadores constam desde pequenas empresas locais, que investirão recursos via Lei de Incentivo a Cultura do Município, até marcas expressivas como a All Track, que escolherá três músicas para entrarem nos mini cds, que serão vendidos ainda este ano junto com as peça de vestuário concebidas pela griffe. Ao todo 50mil cópias serão prensadas.
6ª Edição - O Festival de Rock Feminino acontecerá no dia 15 de março, em Rio Claro. Em seu set list, 14 bandas foram escaladas para o seu cardápio musical, que contará com bandas como a Leela, Pleiades, Scatha, Upset Kids, e outros.
A produção é uma realização do coletivo homônimo da produção, que além do festival, capitaneia outros eventos mensais com vistas ao desenvolvimento do setor.
SERVIÇO
O QUE: Festival de Rock Feminino
QUANDO: Dias 14 e 15 de março
ONDE: Centro Hípico Sobradão – Rio Claro (SP)
MAIS INFORMAÇÔES: www.rockfeminino.org
Postado por: Espaço Cubo Digital - às 7:47 PM - Comments:
Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
festival
Nordeste Independente tem as primeiras atrações e cidades confirmadas
por Felipe Gurgel
do Soma Fortaleza
De 7 a 16 de março, o Festival Nordeste Independente movimentará a cena da música independente da região em uma grande circulação de bandas locais e convidadas. Até então, seis cidades estão confirmadas: Alagoinhas (BA), Camaçari (BA), João Pessoa (PB), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). Cerca de 30 bandas locais, Rock Rocket (SP) e Lafusa (DF) já estão na programação. O Festival é resultado de uma lista de discussão pela Internet
O Festival Nordeste Independente acontecerá de 7 a 16 de março. A segunda edição do evento, que este ano já triplicou o número de cidades confirmadas em relação à pioneira em 2007, já contabiliza 30 bandas locais – da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte - na programação. E ainda mais duas convidadas: Rock Rocket (SP) e Lafusa (DF). Alagoinhas (BA), Camaçari (BA), João Pessoa (PB), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA) confirmaram as respectivas programações entre seus principais redutos alternativos. As 32 bandas tocam distribuídas entre essas seis cidades.
Além de confirmar a relevância do circuito independente para a nova ordem da música brasileira, o festival tem sua cara de acordo com as peculiaridades de cada cidade. Recife (PE) terá um dos dias somente com bandas do Estado. A edição de Natal (RN) contará com grupos de outros estados que nunca se apresentaram na capital potiguar. Esta, Camaçari (BA), João Pessoa (PB) e Salvador (BA) foram as cidades que já confirmaram o Rock Rocket, principal atração convidada do evento, na programação.
A integração foi possível por conta da articulação do Nordeste Independente – lista de discussão pela Internet que reúne produtores, músicos e jornalistas da região. Acompanha a tendência de realização dos festivais como ápice do circuito independente e da valorização do trabalho artístico hoje espalhado pela Internet, sobretudo, entre novas mídias. Mais do que confirmar uma tendência, vizinhos distantes se aproximam: o Festival Nordeste Independente promove mini-turnês e o intercâmbio entre bandas na segunda maior região do País.
Mais informações: www.dosol.com.br
Contatos para Entrevistas e Informações para Imprensa:
(84) 3642-1520/9926-9711 – assessoria@dosol.com.br (Anderson Foca - Natal)
(85) 8690.2466 – fgurgel@gmail.com (Felipe Gurgel – Fortaleza)
Fortaleza (Ce), Aracaju (SE) e Maceió (AL) ainda podem confirmar suas datas em breve. Por ora, a programação está confirmada da Bahia ao Rio Grande do Norte.
Confira:
7 de Março
Centro Cultural DoSol Rock Bar – Natal (RN), a partir das 21h
Ingressos: R$ 5,00 / Ou R$ 10,00 com direito à entrada para a programação do dia seguinte
21h30 – DOMBEN
22H10 - PEIXE COCO
22H50 – DISTRO
23H20 - O GARFO (CE)
0h - LAFUSA (DF)
0H40 - OS REIS DA COCADA PRETA (PB)
1H20 – BARBIEKILL
2H - ORQUESTRA BOCA SECA
8 de Março
Centro Cultural DoSol Rock Bar – Natal (RN), a partir das 16h
Ingressos: R$ 8,00 / Ou R$ 10,00 antecipados com direito à entrada para a programação do dia anterior
16H30 - THE VOLTA
17H10 - CALISTOGA
17H50 - CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA
18H30 - BON VIVANT (PE)
19H10 - THE SINKS
19H50 - GEORGE BELASCO E O CÃO ANDALUZ (CE)
20H20 - ROCK ROCKET (SP)
Galpão 14 – João Pessoa (PB), a partir das 19h
Ingressos: R$ 5,00 até às 20h, ou R$ 8,00 depois desse horário
- BANDA LOCAL (A CONFIRMAR)
- MADALENA MOOG
- O GARFO (CE)
- LAFUSA (DF)
- BARBIEKILL (RN)
- ROCK ROCKET (SP)
Burburinho – Recife (PE), a partir das 21h
Ingressos: R$ 5,00
- SWEET FANNY ADAMS
- AMP
- THE DEAD SUPERSTARS
- MORMAÇO
- NUDA
Horto Neandertal - Alagoinhas (BA), a partir das 20h
Ingressos: R$ 5,00
- DJ ANDRÉ
- INVENTURA
- KHARMA
- MATIZ
- OS IRMÃOS DA BAILARINA
15 de Março
Zauber – Salvador (BA), a partir das 22h
Ingressos: R$ 15,00
- ROCK ROCKET (SP)
- DEMOISELLE
- BON VIVANT (PE)
16 de Março
Bar dos Astros (Praça Abrantes) – Camaçari (BA), a partir das 16h
Ingressos: R$ 8,00
- A FÁBRICA
- DECLINIUM
- LADRÕES ENGRAVATADOS
- PSICOPOP
- BON VIVANT (PE)
- HOMEM METEORO
- ROCK ROCKET (SP)
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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
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Cartas
Festival Varadouro - Rio Branco-AC
De: Daniel Sant'Ana (danielzen@uol.com.br)
Enviada: Quarta-feira, 21 de setembro de 2005 21:54:09
Para: cuboplanejamento@hotmail.com
E aí Pablo, tudo bem?
Cara, aqui quem te escreve é o Daniel Sant'Ana, O Vinícuis Lemos, do site FanROck me passou o teu e-mail e eu estou entrando em contato para falar a respeito do festival de música contemporânea que estamos organizando aqui em Rio Branco. Será a segunda edição do Guerrilha Rock Festival, que neste ano passa a se chamar Varadouro Festival – O Som da Mata.
Ano passado reunimos 10 bandas (quatro de Porto Velho e seis de Rio Branco) que tinham em comum trabalho autoral, certo tempo de estrada e que estavam na ativa. Todas eram bandas de Rock. Este ano, apresentamos o projeto na lei de incentivo municipal e ele foi aprovado e vai ser financiado pelo Banco do Brasil. Para esta edição continuamos com os mesmos critérios utilizados para o convite de bandas do ano passado, contudo, como vemos várias bandas que fazem sua leitura da realidade através de outros estilos musicais que não o rock, idealizamos um festival de música contemporânea amazônica envolvendo bandas, a priori, do Acre, de Rondônia, do Amazonas e do Mato Grosso que se expressam através da funk/soul music, do hip-hop e do reggae. Desse modo, o festival segue forte em conteúdo e se diversifica musicalmente, apesar do forte ainda ser o rock, afinal, do punk ao heavy ainda são essas quatro letrinhas que fazem a gente se meter nisso e nunca mais largar!
Pois é, com tudo que tem acontecido com a música nortista em geral temos percebido a importância de divulgar a cena independente do Norte e para isso estamos fechando uma série de parcerias para dar visibilidade ao festival e às bandas que vão apresentar seus trabalhos. A intenção não é trazer uma banda do mainstream para dar visibilidade ao evento em âmbito local e sim trazer profissionais da imprensa especializada no independente do Brasil para dar destaque para as bandas daqui em outros estados. Confirmaram presença o Fernando Rosas (site Senhor F), o Terence Machado (Alto-Falante-TV Cultura), equipe do AmazonSat, que transmite para todos os estados da Região Norte, e o Vinícus (site FanROck), que entrou em contato contigo e está nos ajudando na organização.
É aí que entra o porquê deste e-mail! Em conversa com o Vinícius surgiu a idéia de fazer o convite para a Vanguart tocar no Festival. Como o nosso orçamento não é tão vultuoso, a idéia era convidar as bandas sem pagar cachê, garantindo hospedagem, alimentação e, em princípio, as passagens de ônibus.
E daí gostaríamos de saber do interesse de vcs em vir, ou, no caso de só rolar com cachê e passagens de avião, queria que vc me mandasse essas informações pra gente colocar na roda com a galera da organização e pensar direitinho, pra tentar viabilizar tudo....
Este é um primeiro contato, afinal estamos na fase de fechar a programação... Mas já temos data (19 de novembro), local (espaço Mamão Café, em Rio Branco-AC) e boa parte das parcerias/patrocinios fechados. Bom, gostaríamos muito de poder conversar sobre essa possibilidade, você também tem que checar sua agenda... mas, de antemão, a gente adianta que seria muito proveitoso se a gente fechasse essa parceria. Bom, vou ficando por aqui e espero uma resposta o mais breve possível para que entremos em contato. O meu telefone é 68 – 9205-4532, se preferir ligar.
Um grande abraço e saudações amazônicas.
Daniel Zen
Catraia Records
Varadouro Festival – O Som da Mata
danielzen@uol.com.br
* Conheça o histórico da relação Cuiabá - Acre no blog do Cubista
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Terça-feira, Janeiro 29, 2008
moda
A miscelânea do Rock n’ Roll.
por Bárbara Rosa
da Padam Comunica
Fevereiro de 2007. Carnaval em todo o Brasil. Enquanto abadás reinam entre plumas e paetês dos blocos carnavalescos, as mesmas plumas e paetês enfeitam espaços normalmente reconhecidos por camisas pretas e coturnos. Não há como negar que o universo da estética punk criado pela estilista inglesa Vivienne Westwood ao vestir a banda Sex Pistols teime em imperar no universo das arenas de rock. Afinal o estilo sempre foi conhecido pela sua rebeldia e ainda que o negro seja a cor da sobriedade burguesa, evoca mais facilmente uma insatisfação pelo que é pressuposto e imposto sobre os jovens.
Talvez o primeiro uso da cor preta como forma de protesto na música deva caber a Johnny Cash, um dos mais influentes músicos americanos do século XX. Cash chegou a receber a alcunha de Homem em Negro por sempre usar a cor numa época em que seu companheiro de turnês, hoje cultuado como o rei do rock, raramente saía das paletas mais amenas acabando por desembocar, ao fim de sua carreira, em excessos de brilhos e franjas.
Perspectivas e análises históricas à parte, fato é que não só de preto e coturno vive o rock de qualquer geração. De nerds com óculos quadrados e coletes de lã a garotas com vestido rodados e fitas de poás, passando por camisas de flanelas e chegando hoje à releitura das estampas de onça e zebra, já se viu de tudo em mais de 50 anos do gênero na ativa. Passarelas internacionais há muito tempo enxergaram que o conjunto rock e moda daria muito pano pra manga e fica por vezes difícil delimitar o que saiu dos palco para a passarela e o que foi o contrário. Saltos escarpins, tênis all star, gravatas e camisas xadrezes, blazeres, até às plumas e paetês, inúmeras são as peças que o rock tomou e colocou nas vitrines e revistas de moda transformando-as em únicas, irreverentes, personalistas.
Novamente o carnaval se aproxima e mais uma vez a miscelânea do rock n’ roll dará seu show a parte do que se passa nos blocos pela cidade. Bandas nacionais trarão tendências novas, o público também, respondendo, e em meio às inúmeras vertentes do estilo, cores se encontrarão desfilando vontades, criando discursos e, acima de tudo, identidades a alimentar a indústria do vestuário.
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Sábado, Dezembro 29, 2007
calendário
Verão do Novo Rock Autoral no Rio
Janeiro e Fevereiro serão dois meses concorridos no Rio de Janeiro para os que curtem novos talentos, bandas novas e música alternativa.
Cinnamon é a produtora responsável pelo Grito Rock RJ
por Pedro de Luna
do Araribóia Rock
De 4 a 31 de Janeiro – HUMAITÁ PRA PEIXE – com um histórico de 13 anos contemplando a cena carioca e garimpando novos talentos de todos os estilos musicais. Para esta próxima edição Bruno Levinson garante que será a maior edição do festival até aqui. Shows, talks shows, debates e workshops espalhados por 5 espaços da cidade do Rio de Janeiro. Além disto, todos os shows serão transmitidos ao vivo para a web. O Humaitá Pra Peixe foi o único Festival do Rio contemplado pelo Edital dos festivais da Petrobrás e também terá patrocínio da Oi.
Nos dias 1 a 3 de Fevereiro – GRITO ROCK RIO 2008. Isso mesmo, de sexta a domingo de carnaval, como no ano passado. A diferença é que desta vez será na Lapa, e não na Barra da Tijuca. Festival idealizado pelo Circuito Fora do Eixo em Cuiabá, já acontece há seis anos, tornou-se o maior festival integrado do país. Em 2008, o Festival passa a ser da América do Sul, e já conta com 50 cidades – 48 brasileiras, além de Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai), que promoverão o festival simultaneamente no período de 25 de janeiro à 9 de fevereiro.
No Rio de Janeiro, Jô Rocha – que se auto nomeia uma 'Fora do Eixo no Eixo' e produtora do Grito Rock Rio -, escolheu o Cine Lapa como palco da edição 2008. Atualmente envolvida com grupos de discussão sobre a cadeia produtiva musical, Jô separou três horas de sábado para um debate sobre o futuro da cena independente do Estado do Rio de Janeiro. "A idéia é atualizar os produtores, músicos, jornalistas e demais atores da cena e reavaliarmos o que podemos fazer juntos a partir de 2008, para que o Rio de Janeiro continue com o seu status de Vitrine Musical para o País, de fato", explica a produtora.
O movimento Araribóia Rock é co-produtor do evento, indicando três bandas, uma por noite. "Isso é uma grande conquista pra gente por que nos outros festivais que acontecem na cidade do Rio, nunca tem banda de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, só no Grito Rock", festeja Marcelo Blau Blau, que estará representando a banda Seu Miranda na sexta-feira. Quem também está feliz da vida é Pedro de Luna, idealizador do Araribóia Rock: "Esta será uma grande oportunidade de tirar uma carta com propostas para as entidades municipais e os candidatos a prefeito e vereador. Temos que aproveitar o ano eleitoral e conseguir o compromisso dos políticos".
Ainda em Fevereiro – data à confirmar – acontecerá o Evidente, novo nome do festival Algumas Pessoas Tentam Te Fuder que já acontece há 9 anos no Rio de Janeiro. Idealizado por Rodrigo Lariú, responsável pela gravadora midsummer madness, o Evidente aposta num novo formato de festival, focado na produção de conteúdo exclusivo em áudio e vídeo. O mote do Evidente é 'o festival não acaba quando o show termina' e a intenção é por em evidência revelações da nova música brasileira.
Links:
http://2008.humaitaprapeixe.com.br/
http://www.gritorock.com.br/
www.arariboiarock.com.br
www.mmrecords.com.br
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Terça-feira, Dezembro 11, 2007
1° SEMINÁRIO DE GESTÃO DE MÍDIAS INDEPENDENTES
DIAS 21 & 22 DE DEZEMBRO
REGULAMENTO
OBJETIVOS DO EDITAL
O projeto previsto neste regulamento tem como objetivo:
01. promover a formação de novos comunicadores independentes;
02. qualificar aqueles já atuantes no setor há algum tempo ;
03. despertar a rede de comunicadores indies cuiabanos
04. debater os trabalhos do núcleo de comunicação da COCCAR (Cooperativa de Comunicação, Cultura e Arte)
PRÉ-REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO
01. Ser interessado em conhecimentos de comunicação independente;
02. Que os participantes estejam aptos em participar da rede de comunicadores independentes cuiabanos;
PROGRAMA
1- Oficina de Gestão de Comunicação Independente
Com datas agendadas para os dias 21 & 22 de dezembro, a partir das 18h, na sede do Espaço Cubo (endereço abaixo);
Temas: (1.1) Planejamento; (1.2) Produção; (1.3) Pós Produção
INSCRIÇÃO
I. As inscrições permanecerão abertas até o dia 18 de dezembro;
II. O formulário de inscrição deverá ser preenchido e enviado ao e-mail cubocomunicacao@gmail.com
III. Junto ao formulário de inscrição um breve currículo das atividades já realizadas no campo da comunicação alternativa.
SELEÇÃO
01. Vinte vagas estão disponíveis para a oficina;1
DISPOSIÇÕES FINAIS
Os casos omissos serão resolvidos pela organização do evento.
OFICINEIRA
Marielle Ramires, Coordenadora da Cubo Comunicação I Centro de Mídia Independente do Espaço Cubo.
REALIZAÇÃO
Espaço Cubo I Imprensa de Zine & CUFA
MAIS INFORMAÇÕES
ESPAÇO CUBO - AV. PRESIDENTE MARQUES, 240, CENTRO. CEP: 78055-030. CUIABÁ MT.
CONTATO: 65-3052-0321 - 3052-0321/3627-1358/ 9226-4386/ 9915-7982/9975-8331 ou 9281-4783
E-MAIL: cubocomunicacao@gmail.com
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Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
cobertura
Goiaba Rock coloca interior de Goiás na rota dos festivais
por Ney Hugo
Especial para o EC*
Esse fim de semana aconteceu mais festival na cena independente brasileira. Foi o Goiaba Rock, realizado na cidade de Inhumas, interior de Goiás (aproximadamente 60k de Goiânia).
Foi a terceira edição do festival, que esse ano contou com cerca de 15 bandas, em dois dias (sexta e sábado). Bacana é que além dos shows foi realizada também toda uma série de atividades culturais, envolvendo oficinas, apresentações teatrais, debates, palestras, exposições, entre outros.
Pude presenciar apenas a segunda noite do festival – no dia anterior estávamos em estúdio gravando o cd do Macaco Bong. O que se pôde perceber é que a cidade de Inhumas ainda não se habituou com a presença de shows e festivais por ali. No sábado, o espaço (IGC – Instituto Global Comunitário) chegou a estar cheio em dado momento, havendo uma repentina debandada de grande parte do público – mesmo com muita banda faltando tocar. Só pra constar, no sábado o festival contou com a presença de bandas como Sunroad, Johnny Suxxx and Fuckin Boys, Iglo, Macaco Bong(MT), entre outras.
O evento foi ainda marcado por outra surpresa desagradável. A velha história da vizinhança que reclama do som alto e acaba conquistando o “direito” de cessar as apresentações.
Apesar da incipiência, Inhumas mostra ser promissora enquanto cena. Bandas novas surgem na cidade, o festival já está na terceira edição e há fatores como o potencial turístico, uma vez que Goiânia – um dos pólos de concentração do público independente – é bem ali do lado.
O IGC - O espaço onde foi realizado o Festival Goiaba Rock é o IGC – Instituto Global Comunitário, um espaço locado e gerido pelo pessoal que organiza o Goiaba, entre eles, Tião Donato, que foi quem nos mostrou o IGC no dia seguinte. O espaço tem o formato físico de uma escola, com várias salas de aula e um ginásio, onde foram realizados os shows. O fato é que lá são ministradas aulas de idiomas, música, esportes e informática com mensalidades simbólicas, o que atende à camada menos favorecida da cidade. No espaço funciona também uma impressionante estrutura de serigrafia, na qual são realizados trabalhos de profissionalização de jovens. Nessa serigrafia já foram confeccionadas camisetas de bandas goianas como o Rollin Chamas.
Ainda embrionária no campo da produção (no que diz respeito à movimentação independente), a cidade de Inhumas sai na frente no quesito “artes integradas” e “inclusão social”. Alternativas como as que aconteceram durante o Goiaba Rock (e que acontecem diariamente com os trabalhos do IGC) são fundamentais para a construção efetiva do que chamamos de “cena”. Na moral, o trabalho no IGC é exemplo nacional. E tudo caminha para que o Goiaba Rock também o seja enquanto festival, daqui um tempinho.
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*Ney Hugo esteve no Festival Goiaba Rock à convite da organização do evento. Se apresentou junto a banda cuiabana Macaco Bong da qual faz parte.
Postado por: Espaço Cubo Digital - às 4:25 PM - Comments:
Terça-feira, Novembro 20, 2007
Cobertura demo sul
O ultimo dia: Bandas locais preenchem o domingo.
Por Ney Hugo
Especial para o Espaço Cubo Blogger
Era domingo à tarde e já estávamos no clima para mais um dia de Festival Demo Sul, aqui em Londrina, norte do estado do Paraná. O que rola é que no domingo o festival começou bem mais cedo do que nos dois dias anteriores. Afinal, era domingo...
A primeira banda a se apresentar ainda sob céu claro no Festival foi o Crazy Horses, banda local. O grupo é formado por três punks - daqueles bem caracterizados – no melhor estilo psychobilly. O som mescla os elementos do ska-punk-billy com levadas country. Chama a atenção também o contrabaixo acústico do qual a banda faz uso e o batera que toca em pé. Bacana também é o público que a banda tem na cidade, conhecedores das músicas e todos também caracterizados como manda o figurino. As temáticas são escrachadas e divertidas: “Essa música é dedicada a quem gosta de matar os outros aí ó”, é um pequeno exemplo...
Em seguida, o Chernobils veio com seu punk rock old shool. Show um tanto morno, com exceções em alguns pouco momentos mais enérgicos. A banda seguinte, foi o Toa Toa, do Rio de Janeiro; que já entrou metendo o pé na porta, com som carregado de energia, efeitos e peso. Foi a primeira banda a prender a atenção da galera no domingo. O Toa Toa faz parte da movimentação que tem começado a surgir lá no Rio, que também abarca Niterói, Volta Redonda e outras cidades próximas. Esse ano, a banda se apresentou também em outro festival e local fora do eixo: o Grito Rock Cuiabá (MT).
Vertix: um show que agradou
Depois veio o Vertix, que segundo constava no release contava com uma “frontwoman de presença notável”. E realmente... confere. O som é punk, sem demais elementos sonoros. Unindo a música ao visual e performance o show da banda agrada.
Minutos antes do show seguinte, conversava com Rodrigo Bays, ex-baixista do Trilobit e atual componente da banda Dizzaster (não tocou no Demo Sul). Bays me disse pra prestar atenção no show do Revoult, que os moleques tocavam muito e mandavam um prog-rock de primeira. Com formação em trio, a banda dedica um cuidado especial ao instrumental, cheio de riffs pesados no estilo Hetfield. O peso se une a melodias bem radiofônicas, e fecha um formato original. Banda promissora. Talvez a melhor entre as novas daqui de Londrina.
Fisicopatas: uma das bandas que chamou a galera pra frente e fez festa
Já o recado antecedente ao Fisicopatas foi dado pelo jornalista carioca Pedro de Luna (Jornal do Brasil). “Pô aí... to curioso com o show do Fisicopatas, vi um monte de gente com camiseta dessa banda”. Na verdade o Fisicopatas é daquelas bandas que tem uma identificação única com seu público, por conta da proposta baseada mais na atitude do que na qualidade sonora, especificamente (que passa pelo hardcore/crossover). Retratando a imundície humana, a banda tem uma proposta honestíssima, acompanhada por vários fãs que compactuam com o argumento. Foi uma das bandas que chamou a galera pra frente e fez festa. “Atitudemente bom pra caralho!”, como diria Pedro de Luna.
De Goiânia, Bang Bang Babies
Na seqüência rolou show com o Bang Bang Babies, promissora banda de Goiânia que faz um “rock cru, direto e sem frescuras” e foi uma das selecionadas do Compacto.Rec, o projeto de distribuição virtual do Circuito Fora do Eixo. A chuva que se aproximava trouxe uns relâmpagos bem desfavoráveis às bandas do Demo Sul. O Bang Bang Babies acabou vitimado com os apagões de alguns instrumentos no palco. Pena... o show poderia ter sido bem melhor.
Hocus Porcos: uma das melhores bandas de Londrina da atualidade
Uma das melhores bandas de rock de Londrina se apresentou na seqüência, o Hocus Pocus. O som – riquíssimo – tem muitos elementos, confiados ao bom gosto dos integrantes, todos formados em música. Com base mantida no rock’n’roll, a banda conta também com riffs enérgicos e uma série de grooves envolventes, com vocais bem executados. A qualidade da banda tem conquistado um público vasto por aqui. Puta show!
Matanza fechou a última noite de shows
O último show da noite foi o da banda carioca Matanza, que contagiou a maioria do público, que parecia mesmo era esperar por aquele show. Na verdade, o Matanza é banda de MTV, que usufrui das benesses do alcance da emissora entre os jovens. O show é bem divertido. O vocalista Jimi é perito em conduzir o público sem perder de foco a temática e a persona de gangsta de saloon do velho oeste. Enfim, um trabalho bem feito, uma diversão à parte pra quem curte essa onda.
Demo Sul 2007 - No fim das contas, o Demo Sul cumpre seu papel, enquanto um dos festivais que fazem parte do Circuito Fora do Eixo. Dá oportunidade à bandas novas, forma público, atrai expositores ligados direta e indiretamente à música independente, integra vários músicos, produtores, jornalistas e afins e proporciona o estreitamento das relações interestaduais na movimentação independente. Nesse sentido, vale ressaltar ainda o simpósio que ocorreu na quarta feira, com participação de Talles Lopes (Festival Jambolada-MG), Ahmad Jarrah (Espaço Cubo – MT) e Ayrton Mugnaini Jr. (Revista Dynamite).
Quem também esteve presente no Demo Sul durante a semana antecedente ao festival foi o Arquivo do Rock Brasileiro, exposição itinerante que resgata arquivos raros do início do rock no país. O acervo contém milhares de itens, entre gravações, discos, imagens, posters, filmes, DVDs, entre outros. E esse ano já esteve presente em mais dois festivais fora do eixo além do Demo Sul: o Calango, em Cuiabá(MT) e o Varadouro, em Rio Branco(AC).
Demosul 2008 - Para o ano que vem, o Demo Sul planeja ainda mais. Uma das propostas é uma feira cultural durante a semana, que envolva outros segmentos artísticos e culturais que não apenas guitarra e PA. Uma outra proposta bem que poderia ser um maior espaço a bandas independentes, encurtando o tempo (ou limando de vez) os “head-pseudo-indie-liners”. Dos três (Edgard Scandurra, Ludov e Matanza), o Matanza foi a única que não amornou o festival. Mas todas tomaram uma surra do Espíritos Zombeteiros, do Charme Chulo, Trilobit, Vanguart, Terra Celta, Clavadistas, Los Porongas, Eddie, Móveis Coloniais de Acaju, Hocus Pocus...
* Ney Hugo é repórter do Espaço Cubo e gestor da Editora Cativa, de Cuiabá (MT). Viajou ao Londrina apara companhar de perto o Demo Sul à convite da organização do festival.
Postado por: Espaço Cubo Digital - às 9:22 PM - Comments:
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